Sexta-feira, 3 de Abril de 2009

A MADAME BLAVATSKY.

Elena Fadeef Hahn - seu nome de baptismo - nasceu em 1831, em Ekaterinoslav, povoação do sul da Rússia. Seu pai, o coronel Pedro Hahn, fazia parte da nobre familia dos Rettenstern, oriundos de Meclenburg, Alemanha, e sua mãe era neta da princesa Dolgoruky e tataraneta do príncipe Sérgio Gregorivitch Dolgoruky, descendente do Tzar Miguel Fedorovitch, que foi avô de Pedro o Grande, fundador da dinastia dos Romanofs. Elena nasceu de compleixão física tão débil que seus pais se apressaram em batizá-la, para não morrer com o pecado original, como era crença na Rússia antiga.

Durante a cerimónia do baptismo, alguém deixou cair uma vela, que rapidamente incendiou alguns panos, inclusive as vestes do sacerdote. Segundo as crenças supersticiosas daquela gente, esse acidente era presságio funesto para a vida de Elena, que seria fecunda de acontecimentos, vicissitudes e atribulações. Cresceu em um ambiente de lendas e fantasias populares. Pessoalmente, Elena acreditava na existência de um mundo invisível, onde habitavam espíritos de toda natureza. Por isso, não só dava corpo a grande parte dessas lendas, como as explicava. Toda sua infância e adolescência foi cheia de acontecimentos sobrenaturais, que faziam seus parentes e criados olharem-na com medrosa curiosidade. Uma tia de Blavatsky disse que era sonâmbula desde a idade de quatro anos. Durante o sono sustentava longas conversações com personagens invisíveis, uns formais, outros jocosos e outros terríveis para quem os ouviam, junto a sua cama. As vezes era encontrada nalgum aposento do seu casarão, falando com seres in visíveis, outras com eles brincando no jardim. Talvez, devido a ter perdido sua mãe logo cedo e seu pai viver sempre fora, por decorrência de suas funções militares, Elena cresceu, praticamente, entre que aos cuidados de serviçais, o que lhe ensejou desenvolver o génio voluntarioso e autoritário que a caracterizou em vida.
Aos 17 anos, casou-se com o general Nicéforo Blavatsky, pessoa de avançada idade e que lhe era antipática, mas cujo assentimento deu, como desaforo a uma aia que lhe dissera ninguém a querer por esposa, devido ao seu temperamento, nem o velho general. De pronto se arrependeu desse consentimento, mas, a família a obrigou a manter a palavra, para evitar maiores escândalos. No entanto, poucos meses depois de casada, abandonou o marido e saiu a viajar por lugares infrequentados da Ásia Central, Índia, América do Sul, África e Europa Central, tendo passado um bom tempo no Tibet, onde teve experiências psíquicas muito interessantes. Em 1858, quando regressou de sua longa viagem, encontrou a Rússia e quase toda a Europa em efervescência, devido aos fenómenos espíritas que por todos os lugares vinham ocorrendo. Madame Blavatsky, sempre interessada em assuntos dessa natureza, por eles se deixou envolver. E, por algum tempo, passou a fazer sessões em sua própria casa, na presença de numerosas pessoas, onde ocorreram os mais prodigiosos fenómenos. As respostas que vinham através das pancadas, não eram meros toques, mas prova da existência de uma extraordinária inteligência, que descobria o passado e acertava o futuro.
Diz o Sr. Sinett que todos esses fenómenos de caráter espíritas, ocorridos com a Sra. Blavatsky, se por um lado lhe deram grande notoriedade, por outro propiciaram uma série de mentiras e calúnias que a martirizaram até ao final dos seus dias. Em 1867, madame Blavatsky voltou, novamente, ao Oriente, onde ficou até 1870. Os estudos e trabalhos que então a ocuparam nesse período devem tê-la feito sentir que sua tarefa, dai para diante, deveria ser a de divulgar para o mundo alguns conhecimentos relativos à Evolução; e nisso ela pôs todo o seu esforço, procurando, quanto possível, inculcar nos homens a ideia de que as forças latentes na natureza humana, se devidamente desenvolvidas, os conduziriam à infinita exaltação espiritual, enquanto que, treinadas para o mal, produziriam resultados desastrosos, de incalculável extensão.
Desde ai, passou a dedicar-se inteiramente aos Mestres, dos quais recebia mensagens e informações que, juntamente com as pesquisas pessoais, de ordem psíquica, que empreendia, lhe possibilitaram escrever o livro: Isis sem Véu e a monumental obra: A Doutrina Secreta. Sobre este ponto, madame Blavatsky, em carta dirigida a uma sua irmã, dizia: "Ao escrever "Isis sem Véu", vivo numa espécie de feitiço permanente, uma vida de visões a olhos abertos, sem êxtases que alucinem meus sentidos. Constantemente estou conversando com a bela deusa Isis, e quando ela me declara o oculto significado de seus há tanto tempo perdidos segredos, os véus se vão desvanecendo gradualmente ante minha vista, que a duras penas posso dar crédito aos meus sentidos".
Quem já teve oportunidade de ler a Introdução de A Doutrina Secreta, ficou sabendo que o mesmo método foi usado para escrevê-la. Ante seus olhos, noite e dia, desfilavam as imagens do passado. E, se algo lhe interessava, parava o panorama, como se fosse um slide. Outras vezes, em consciência astral, ia ler em bibliotecas que, desde os mais remotos tempos, em vários pontos da Terra, se acham escondidas dos olhares profanos, fato que ela narra, laboriosamente, na citada obra: A Doutrina Secreta. Para difundir esses conhecimentos ocultos, além de outras finalidades de ordem fraternal, em outubro de 1875, madame Blavatsky, juntamente com o coronel Olcott e mais algumas pessoas, fundou na cidade de Nova York a Sociedade Teosófica. Em certo trecho do livro: "0 Mundo Oculto", escrito também pelo Sr. P. A. Sinett, diz o coronel Olcott, sobre Blavatsky:
Um estranho encadeamento de acontecimentos nos uniu, para levar a cabo essa obra, debaixo da superior direção dos Mestres, especialmente de um, cujos sábios ensinamentos, benévola paciência e paternal solicitude nos moveram a olhá-lo com a reverência e amor que um verdadeiro pai inspira a seus filhos. Eu devo a senhora Blavatsky o conhecimento que tenho da existência desses Mestres e de sua filosofia esotérica, por haver-me servido de mediadora antes de entrar em comunicação com eles.
É sabido que madame Blavatsky sempre foi tida como temperamental, indo facilmente da mais profunda irritação ao mais terno e doce tratamento. Sobre este Ferminor, diz o Sr. Sinett, em parte do seu livro:
A primeira visita que nos fez a senhora Blavatsky - a mim e a minha esposa - não foi de todo má. Sua excitabilidade as vezes a tornava graciosa e outras, irrascível. Se alguma coisa a enojava, geralmente proferia veementes invectivas contra o coronel Olcott, que, então, começava o aprendizado daquilo que ela costumava chamar, irreverentemente, de "negócio oculto".
O coronel não se apoquentava, por ver nisso parte das provas por que devia passar, na senda que escolhera. Diz, ainda o Sr. Sinett:
Durante muito tempo, foi para nós um mistério esse lado negativo da senhora Blavatsky. Porém, agora me dou conta, devido ao conhecimento quê vim a ter de estranhas leis psicológicas a que estão, circunstancial - mente, sujeitos os iniciados em Ocultismo. Só por lentos graus conseguimos apreciar a realidade das forças ocultas e os invisíveis agentes que estavam por detrás de madame Blavatsky.

Assim foi em vida Helena Petrovna Blavatsky. Sua missão, na Terra, teve as características daquela que tiveram outros grandes orientadores da humanidade, que viveram em tempos mais remotos, cada qual difundindo a sua tónica. Durante milhares de anos, os homens da atual humanidade permaneceram na mais completa ignorância, cheios de superstição e de medo. Só uns poucos é que tinham a oportunidade de obter conhecimentos. Porém, após a invenção da imprensa, por Gutenberg, os conhecimentos sobre a ciência, filosofia e religião, puderam ser melhor difundidos.

No entanto, se boas filosofias religiosas puderam ser melhor difundidas, também o materialismo cético obteve um grande impulso, especialmente pelo avanço das ciência; esse, talvez, o motivo pelo qual a vida de madame Blavatsky foi tão pontilhada de fenômenos de natureza extraterrena. Era preciso chamar a atenção daquela gente incrédula, supersticiosa e facilmente impressionável para o lado do sobrenatural. Havia necessidade de se antepor ao frio materialismo a que, normalmente, as ciências conduzem, o conhecimento de que a vida não termina após a morte, tanto que eles, os espíritos comunicantes podiam, de várias maneiras, dar provas de que continuavam existindo, não obstante já terem perdido o corpo físico.

Na luta entre materialismo e espiritualismo, os ensinamentos de madame Blavatsky e seus companheiros , difundidos pela Sociedade Teosófica, foram e continuam sendo assimilados, não só por nós que a ela pertencemos, mas por muitas pessoas de outras seitas e religiões. Grande parte daquelas coisas escritas, no fim do século passado, tidas como fantasias ou meras suposições, atualmente já fazem parte da ciência comum, como verdades comprovadas.
publicado por Admin às 21:58
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